terça-feira, 16 de dezembro de 2008

.silêncio.

"(...) dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende ?"

[Caio Fernando Abreu]
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É tanta coisa que eu desejo gritar, externar; sentimentos que são necessários demonstrar, mas não consigo. Do mais simples ao mais confuso. Eu sou confusa. Quanto mais eu amo, menos deixo transparecer, e algumas pessoas não conseguem compreender esse meu jeito.
Sério, eu gosto de ti. E isso me valeu o ano. O fato de não ser perceptível tudo que sinto deve-se ao medo que tenho do 'não'; eu sou intensa, sou totalmente emotiva, adora me apaixonar, construir ilusões, sonhar ... ah, me deixem um pouco. Curto amores platônicos. As vezes prefiro isso a não ser compreendida, a ver que minhas palavras - quando ditas - não são bem interpretadas. Por isso calo. Por medo. E não quero ter medo. Não devemos ter medo do amor. Logo eu que falo tudo na cara, com medo de dizer algo tão belo e puro. É que como disse o Caio, são essas coisas, coisas tão dificeis de serem ditas ... por isso - repito - eu calo.

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