quinta-feira, 23 de outubro de 2008

:: mind, body & soul ::

Dias estes
que penso
e creio
que tudo vai melhorar ...
tudo vai se acalmar
vai se acertar.
Tudo vai ...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

des.encontros.

Era um dia bem do jeito que ele gosta, cinzento. Em casa, ela morria de ansiedade, tinha tempo que não o via e havia muita coisa a ser dita. O momento de encontrá-lo foi esperado o dia inteiro (ou, pra ser mais sincera, o mês inteiro), era tudo que ela mais queria, por isso chegou exatamente no horário marcado. Ela preza pontualidade, ele sabe disso e também não se atrasou.
Ela se arrumou, estava linda e simples, para agradá-lo.
Ele chegou do jeito que ela gosta, simples e ajeitado.
O convite para um café foi o que ela menos esperava, mas foi surpreendida e lá iam eles andando pelas ruas do Centro. Ela ainda não sabia se a conversa seria boa ou ruim, isso a deixava ainda mais confusa e nervosa, mas ela sempre soube disfarçar. Já ele acabou demonstrando quando quase derrubou a mesa ao sentar. Os dois riram levemente.
Ela, com carinho, queria saber o que tinha acontecido com ele nesse tempo. Ele, como sempre, não entendia os sentimentos dela. Deram rodeios por vários assuntos, até que ele forçou irem direto ao assunto. E de tudo que ela ensaiou, por dias, só conseguiu falar a metade.
Ele foi seco, disse coisas que a magoaram. Falou que não a conhecia. Ela, em pensamento, tinha certeza que ele não o conhecia depois de dizer todas aquelas coisas. E se conteve em não dizer, naquele encontro, tudo que queria e o que sentia por ele tão puramente. Toda aquela admiração fugia e ela foi tomada pela decepção. Não era por esse rapaz que estava na frente dela, com os olhos cheio de lágrimas, que ela havia se apaixonado.
Enquanto ele vinha com palavras duras, ela rebatia com frases doces e isso o emocionava, era perceptível. Ela assumiu os sentimentos, estava sendo sincera consigo mesma. E isso valia o encontro. Embora existisse muita coisa pra ser dita ainda.
Ele tinha seus horários e tiveram que se despedir. Havia sentimento bom ali. Neles. Naquele encontro. E, no fundo, eles sabiam disso. Se ela estava braba com ele? “Não, somente decepcionada”, e esse foi o fim. O beijo que ela tanto esperou não aconteceu.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

.a festa.

"They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes, I've been black, but when I come back you'll know-know-know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go-go-go"

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Quando se entra naquela festa cria-se um personagem, todos os medos e desejos são colocados para fora e se concretizam de modo que você não obedece à razão.
Os problemas são esquecidos, os tabus quebrados, as pessoas se tornam mais bonitas e amigas. Não se pensa muito, age. As horas passam em alta velocidade e quando saímos daquele porão escuro, percebemos que já é dia. E ao ver o sol, esquecemos o que foi deixado lá dentro. Tudo ficará guardado, como uma caixinha de segredos, naquele lugar.
O lápis preto, que outrora tão perfeitamente delineava os meus olhos, já acentuava as olheiras. Meu corpo estava dolorido e eu sequer sabia por que, mas a dor até que me caía bem. Eu estava a mais humana das humanas. E eu ainda tenho que trabalhar.