terça-feira, 23 de dezembro de 2008

ficadica!

Cospe giz no olho quando conhece as pessoas. Faz desenhos em casacos. É parceiro em derrubar caixas de som encima do dj. Leva cachorros com um olho bonito pra casa dos outros. Aceita Visa e acende velas. Troca camisetas e esquece coisas. Tem um piercing chato. Enrola pra tomar banho, mas vive escovando os dentes. Não lava os cabelos. Sempre tem razão, até quando faz caminhos alternativos e atrasa todo mundo. Usa pantufas em casa. Dança rock 'n' roll, babe. Corre atrás de ladrão que rouba máquinas digitais, e acredita que ele tem uma faca. Conhece esconderijos legais. Provoca atrasos e sangue no nariz. Adora ser expulso das festas. Diz gostar de 'Closer'. Essencial nas histórias contadas a Zion, Dylan e Zoé.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

.silêncio.

"(...) dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende ?"

[Caio Fernando Abreu]
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É tanta coisa que eu desejo gritar, externar; sentimentos que são necessários demonstrar, mas não consigo. Do mais simples ao mais confuso. Eu sou confusa. Quanto mais eu amo, menos deixo transparecer, e algumas pessoas não conseguem compreender esse meu jeito.
Sério, eu gosto de ti. E isso me valeu o ano. O fato de não ser perceptível tudo que sinto deve-se ao medo que tenho do 'não'; eu sou intensa, sou totalmente emotiva, adora me apaixonar, construir ilusões, sonhar ... ah, me deixem um pouco. Curto amores platônicos. As vezes prefiro isso a não ser compreendida, a ver que minhas palavras - quando ditas - não são bem interpretadas. Por isso calo. Por medo. E não quero ter medo. Não devemos ter medo do amor. Logo eu que falo tudo na cara, com medo de dizer algo tão belo e puro. É que como disse o Caio, são essas coisas, coisas tão dificeis de serem ditas ... por isso - repito - eu calo.

sábado, 13 de dezembro de 2008


"Quanto é que pesa a vida? Dizem que todos nós perdemos 21 gramas no exato momento da nossa morte ... todo mundo. O peso de algumas moedas. O peso de uma barra de chocolate. O peso de um beija-flor ... Quanto o amor pesa? Quanto pesa a vingança? Quanto é que pesa a culpa?"

[21 gramas - Alejandro Gonzalez Iñarritu]

Tem algum tempo que vi esse filme pela primeira vez, mas hoje decidi falar sobre ele por ter participado de um momento onde parei pra pensar 'quanto pesa a vida', ou melhor 'quanto vale a vida'. Estamos aqui nos divertindo, vivendo, rindo, bebendo, e em alguns segundos tudo pode mudar. Lidar com a possível morte é louco. A nossa vida é ISSO AQUI AGORA. É esse segundo que estou na frente do computador escrevendo. Daqui a pouco pode nem acontecer, e amanhã é MUITO tarde. Faça, viva, aja duas vezes antes de pensar (já dizia Chico!). Hoje eu GRITO "te amo" para todos que lerem esse post.

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21 gramas é um filme incrível, esse drama um tanto quanto pesado tem um ótimo elenco, e mostra de forma crua a morte. Bem típico do Iñarritu embaralhar o filme, e ir desvendando aos poucos os personagens e suas relações. A princípio são três famílias que acabam se cruzando de forma trágica. Um cardíaco - à espera de um transplante de coração - vive com a sua mulher, que deseja engravidar dele por inseminação artificial. Uma dona de casa, usuária de drogas, que tem um marido e duas filhas. Um ex-alcóolatra, e ex-presidiário, que atualmente é obcecado pela Igreja, cuida da sua esposa e de um casal de filhos. Um acidente de carro muda o destino dessas três famílias. Mortalidade, fé, solidão, medo, imediatismo. De um modo denso e emocional o filme te faz refletir.

Seria a vida frágil ? Seremos nós fortes pra lidar com a morte ? Conseguimos perdoar as pessoas ?

Somos um paradoxo e estamos a mercê de algo que não podemos prever.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

.papos alcoolizados de Msn.

"não pensa que eu to 100% bem.
eu só tento não pensar
e mando tudo se fuder, se eu achar que vou ficar triste.
eu não sou forte. nem um pouco. acho que só sei mascarar.
tanto que chego a me enganar..."

terça-feira, 4 de novembro de 2008

pensamentos de copos de vinho

... era tão natural
nada eu esperava
e tudo me era dado.
surpresas.
assim, me conquistou
e partiu ...
mihearty !

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

:: mind, body & soul ::

Dias estes
que penso
e creio
que tudo vai melhorar ...
tudo vai se acalmar
vai se acertar.
Tudo vai ...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

des.encontros.

Era um dia bem do jeito que ele gosta, cinzento. Em casa, ela morria de ansiedade, tinha tempo que não o via e havia muita coisa a ser dita. O momento de encontrá-lo foi esperado o dia inteiro (ou, pra ser mais sincera, o mês inteiro), era tudo que ela mais queria, por isso chegou exatamente no horário marcado. Ela preza pontualidade, ele sabe disso e também não se atrasou.
Ela se arrumou, estava linda e simples, para agradá-lo.
Ele chegou do jeito que ela gosta, simples e ajeitado.
O convite para um café foi o que ela menos esperava, mas foi surpreendida e lá iam eles andando pelas ruas do Centro. Ela ainda não sabia se a conversa seria boa ou ruim, isso a deixava ainda mais confusa e nervosa, mas ela sempre soube disfarçar. Já ele acabou demonstrando quando quase derrubou a mesa ao sentar. Os dois riram levemente.
Ela, com carinho, queria saber o que tinha acontecido com ele nesse tempo. Ele, como sempre, não entendia os sentimentos dela. Deram rodeios por vários assuntos, até que ele forçou irem direto ao assunto. E de tudo que ela ensaiou, por dias, só conseguiu falar a metade.
Ele foi seco, disse coisas que a magoaram. Falou que não a conhecia. Ela, em pensamento, tinha certeza que ele não o conhecia depois de dizer todas aquelas coisas. E se conteve em não dizer, naquele encontro, tudo que queria e o que sentia por ele tão puramente. Toda aquela admiração fugia e ela foi tomada pela decepção. Não era por esse rapaz que estava na frente dela, com os olhos cheio de lágrimas, que ela havia se apaixonado.
Enquanto ele vinha com palavras duras, ela rebatia com frases doces e isso o emocionava, era perceptível. Ela assumiu os sentimentos, estava sendo sincera consigo mesma. E isso valia o encontro. Embora existisse muita coisa pra ser dita ainda.
Ele tinha seus horários e tiveram que se despedir. Havia sentimento bom ali. Neles. Naquele encontro. E, no fundo, eles sabiam disso. Se ela estava braba com ele? “Não, somente decepcionada”, e esse foi o fim. O beijo que ela tanto esperou não aconteceu.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

.a festa.

"They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'
Yes, I've been black, but when I come back you'll know-know-know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab but I won't go-go-go"

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Quando se entra naquela festa cria-se um personagem, todos os medos e desejos são colocados para fora e se concretizam de modo que você não obedece à razão.
Os problemas são esquecidos, os tabus quebrados, as pessoas se tornam mais bonitas e amigas. Não se pensa muito, age. As horas passam em alta velocidade e quando saímos daquele porão escuro, percebemos que já é dia. E ao ver o sol, esquecemos o que foi deixado lá dentro. Tudo ficará guardado, como uma caixinha de segredos, naquele lugar.
O lápis preto, que outrora tão perfeitamente delineava os meus olhos, já acentuava as olheiras. Meu corpo estava dolorido e eu sequer sabia por que, mas a dor até que me caía bem. Eu estava a mais humana das humanas. E eu ainda tenho que trabalhar.

domingo, 28 de setembro de 2008

Vagando Pela Minha Mente

São 3h da manhã de um sábado, vendo Altas Horas e Lenine cantando 'É o que me interessa', e eis que ele surge vagando pela minha mente. Lembro o "pouco" que vivemos. Saudade do muito que, pra mim, tu foi. Ainda hà algo de ti em tudo que faço.

"Daqui desse momento do meu olhar pra fora o mundo é só miragem.
A sombra do futuro. A sobra do passado. Assombram a paisagem.
Quem vai virar o jogo e transformar a perda em nossa recompensa.
Quando eu olhar pro lado eu quero estar cercado só de quem me interessa.
Às vezes é um instante. A tarde faz silêncio. O vento sopra a meu favor.
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou.
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio. Acalmo a minha pressa.
Me dá sua palavra. Sussurre em meu ouvido só o que me interessa.
A lógica do vento. O caos do pensamento. A paz na solidão.
A órbita do tempo. A pausa do retrato. A voz da intuição.
A curva do universo. A fórmula do acaso. O alcance da promessa.
O salto do desejo. O agora e o infinito. Só o que me interessa."

[Lenine]

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[Acho que minto pra mim mesma quando digo que já te esqueci ...]

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O tempo destrói tudo.


Essa semana eu vi o filme Irreversível (2002). Noooossa, que soco no estômago. Um filme nada popular, muito polêmico, realista, violento e romântico. Enquanto a história vai acontecendo, de trás pra frente, você se revira, sente náuseas, aflora diversos sentimentos e no fim lhe faz parar um bom tempo quieto, olhando pra tela, pensando na vida. Nas ações e reações. Pelo menos foi exatamente isso que aconteceu comigo.

O modo como ele foi filmado te deixa transtornado em vários momentos, as câmeras girando, as luzes, o retrocesso ... uma das primeiras cenas, a mais violenta pra mim já mostra o que está por vir. A busca de um homem numa boate gay - deleite para um voyer - resulta em um assassinato, totalmente brutal. Durante boa parte do filme Marcus se mostra um homem totalmente agressivo, que mais parece um "animal", querendo matar 'o tal' Tênia a qualquer custo. Vingança. A partir daí o filme volta passo a passo para mostrar os acontecimentos que antecederam, e os personagens e suas revelações vão se desenrolando ao decorrer de cada cena.

Pura análise do comportamento humano. Depois, conseguimos enxergar um Marcus doce e romântico, ao invés daquele que aparece no início do filme. Tudo só se encaixa no fim, que seria o começo de tudo.

Para uma mulher assistir a cena de estupro é de fazer fechar os olhos, se perceber naquela situação, sentir nojo ... é muita emoção, muitos sentimentos em uma cena. E perceber que isso, infelizmente, pode acontecer com qualquer um, à qualquer hora, em qualquer lugar.


“LE TEMPS DETRUIT TOUT"


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tiro Ao Alvo


"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu."
[Caio Fernando Abreu]


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E assim com esse texto começo mais um desabafo momentâneo. Na minha ânsia de mudar, de fazer diferente, de me entregar, ser MAIS intensa, mais amorosa, ser sincera comigo, com os outros, e com os sentimentos mútuos, acabei por me entregar demais. Errei ? Não. Talvez tenha errado o alvo, mas não desisto. Ainda acerto. Comigo. Acerto ele. Com ele. Acerto com a vida.
Pareceu-me por um momento que era eu quem escrevia o texto acima, por se encaixar perfeitamente com o que sinto, o que vivo, o que sou, ou pelo menos era ... Disso ficam duas coisas : o desejo de seguir adiante correndo atrás dos meus - urgentes - objetivos e a pena, infelizmente, de um alguém que não sabe receber carinho, que não sabe o que é 'querer bem'.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tão Puro

O amor que choveu

Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?
O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura -- só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.O que é que eu faço? -- perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! -- diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.
Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele -- se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.
Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.

[Antônio Prata]

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

No EspelhO

"O espelho e as verdades
O objeto das vontades
O espelho e as vontades
O objeto da verdade"

[3 na Massa]

Escolhi usar esse trecho da música 'Objeto', do grupo 3 na Massa, pra começar meu "desabafo" de hoje ... daí já fica a dica de ouvir esse som que estou viciada, e que é muito sensual, feminino e reflexivo.

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Olho no espelho e vejo alguém buscando evolução, com ânsia de mudar muita coisa em si, mas como começar ? Primeiro, já consigo apontar meus erros (ufa! o orgulho não me deixava isso antes) e isso já é um grande passo ...
Lembro das pessoas que me querem bem dizendo tuuudo isso, que eu sozinha consigo enxergar agora, penso em quem magoei brincando com os sentimentos, das pessoas que atingi quando me atirei ... e hoje talvez eu esteja simplesmente colhendo o que plantei.
Estando num lugar novo, com pessoas novas, redescobrindo um 'mundo' novo, eu consegui captar várias idéias que fugiam antes. Me enxergo nesse espelho - esse objeto da verdade - e vejo o quanto menti pra mim por muito tempo ... tenho vontade de quebrá-lo, juntar todos os cacos, pegar até os 7 anos de azar e renascer uma nova pessoa. Não, ainda quero ser a mesma pessoa, mas uma pessoa melhor. Melhor pra mim, melhor pros outros, melhor pro mundo.

:: E agora, José ? ::

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

[...]


[Carlos Drummond de Andrade]

terça-feira, 3 de junho de 2008

SiNCRoNiCiDaDe.2

“Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis.” [ A insustentável leveza do ser - Milan Kundera ]

Quando a sincronicidade acontece, é sempre uma surpresa. Como aquela inacreditável seqüência pode se desencadear diante dos nossos olhos, sem nenhuma explicação? O que ela significa? Porque acontece? Que mecanismos ocultos acionariam esse processo?
Cada vez mais pessoas estão se conscientizando da importância da sincronicidade e já pautam suas vidas pelas indicações encobertas pelas 'coincidências'. Precisamos cada vez mais nos tornar sensíveis para perceber a sincronicidade pontuando o nosso destino. A sincronicidade abre um caminho para você escutar a si mesmo e ativa sua intuição. O resto é com você. Às vezes precisamos de muita coragem para abandonar estruturas que construímos durante a vida e seguir os sinais que nos indicam novos caminhos.

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"Te admirei por tanto tempo, esse foi o meu penar. Um beijo inesperado e olha onde tudo foi chegar. Percebi que em ti eu me encontrava, sem nem querer procurar."

[Apenas um esboço ainda. De uma certa sincronicidade existente desde o começo. ]

quarta-feira, 21 de maio de 2008

SiNCRoNiCiDaDe.1

Atualmente me aconteceu uma situação que pensei “tá aí, isso é um exemplo de sincronicidade”. Num papo virtual falando de Portishead (já fica aqui uma dica!), um amigo me indicou Massive Attack (outra dica!). Tá, tudo bem, tudo normal. Mas parece que desde então esse tal grupo musical começaria a fazer parte dos meus dias. Baixei umas músicas, ouvi. E outro dia fui pegar um vídeo no Youtube do filme 21 gramas (indico também!) e qual foi meu escolhido ? Um embalado pelo Massive ... e não era o bastante. Quando eu - de papo com esse mesmo amigo na internet - decidi ir almoçar, liguei a TV, e lá estava a surpresa : Um show do Massive Attack ! Tudo isso em duas semanas.
Se isso não é sincronicidade, o que mais pode ser ?

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Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal mas por relação de significado. A sincronicidade é também chamada por Jung de "coincidência significativa". Basicamente, é a experiência de se ter dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa".A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Jung afirmava que temos quatro funções básicas: razão, emoção, sensação e intuição. No nosso ser, geralmente uma delas é predominante. Mas quando trabalhamos internamente estas funções na direção do equilíbrio, uma nova função é acrescentada: a sincronicidade.


terça-feira, 13 de maio de 2008

Closer - Perto Demais

Um romance moderno, atores que adoro, trilha indescritível, personagens, diálogos, tudo perfeitamente encaixado de uma maneira que parece meu. Meu filme.

"Blower’s Daughter” de Damien Rice toca, e eis que aparece em cena uma moça linda, andando sozinha pelas ruas de Londres. Ele, na direção oposta ... e no meio de tanta gente, eles existem um para o outro. Nem que seja naquele olhar direcionado, que teimamos em fingir ser vago. E com - minha frase predileta - "Hello, stranger" tudo começa ! Este estranho então será o amor da vida dessa moça por três anos. Porém, ele conhece uma mulher um pouco mais velha e independente. Diferente da sua "frágil" namorada. E daí começam um caso de amor. Esta se casa e começa então a desenrolar o enredo do filme.

Quatro estranhos que se cruzam. Quatro histórias que se encontram de várias formas. Em vários períodos. Em uma pequena cidade. Uma stripper, um médico, uma fotógrafa e um escritor fracassado.

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E em diversos diálogos deste filme eu me encontro. Como escolher um pra poder "analisar" ... uni duni tê ...

Larry: "Eu sei quem você é. Eu te amo. Eu te amo tanto que machuca."


Há alguns anos atrás - mas também nem tantos assim - eu cheguei a me dizer isso. Eu amava tanto alguém que doía, machucava. Amava-o com todos seus defeitos, seus erros, e seus mitos. Ele não precisava fingir, ele era o que era e, assim como qualquer ser humano, errava. Não sei se o amava por isso, ou se por amá-lo aceitava. É uma questão que até hoje não achei a resposta. Mas quer saber, nem sei se quero ... prefiro ficar procurando. Mesmo sabendo que poderei nunca achar. Afinal, o amor é um sentimento cheio de incógnitas, e que graça teria se assim não o fosse ? A graça da vida é querer saber sempre mais. E amar, sofrer, perdoar, amar, amar e amar ...



segunda-feira, 12 de maio de 2008

Passado.Presente.Participo.

Palavras soltam não preenchem mais esse espaço. Não descrevem a saudade. Não acaba com a distância. Palavras soltas, do passado. De um futuro poema de amor. Que não existe mais. O amor, ou o poema ? Pra sempre. Tua. Tuas palavras.

[Foi assim, eu olhando o mar do Porto da Barra, e as palavras vindo com o vento...]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Para um menino vadio


E então, passo o dia a ouvir Chico ...

"Vem, meu menino vadio . Vem, sem mentir pra você.
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos.
Vem perde-te em meus braços pelo amor de Deus.
Vem que eu te quero fraco. Vem que eu te quero tolo.
Vem que eu te quero todo meu.
Ah, eu quero te dizer que o instante de te ver custou tanto penar.
Não vou me arrepender, só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer de tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei no escuro a te buscar
Eu quero te mostrar as marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei nas discussões com Deus
E agora que cheguei, eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa dos carinhos teus"


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Meu menino vadio, chegou de mansinho, me deu um carinho que eu tava tanto à procurar. Se fez de santinho, veio na manha, devagarzinho e me tomou sem avisar. Quando percebi já tava me tornando tua, com seu jeitinho que nem conseguiria explicar. Sorriso lindo, cabelo bagunçado que eu adoro puxar. Me pega pela cintura, diz que me quer nua e a noite não vai terminar. Toca aquela música no violão, me pede um beijo de boa noite, e assim então eu vou querer voltar.


sábado, 19 de abril de 2008

Para Raros

Como deixar passar essa oportunidade, já que a idéia deste blog é falar sobre música, cinema, teatro, e de mim - também.

Aproveito a apresentação da trupe do Teatro Mágico, em Salvador, pra falar dessa banda que mexe tanto comigo ... eles descrevem meus pensamentos, embalam meus momentos, mexem com minhas lembranças, brincam com meus sentimentos. Me arrepio só de ouvir. Acalma minha alma, me anima quando penso em titubear ... me faz chorar, me faz refletir, me faz sentir ...


O show deles vai além de uma apresentação comum ... os olhos ficam vidrados, tirando fotos, daquele momento !! E você consegue perceber os sentimentos aflorando, remexendo, expressados em palavras ...

Música+Poesia+Teatro+Circo = O Teatro Mágico


Obs. : Podem dizer que é imitação de Cordel do Fogo Encantado. EU NÃO ACHO. Adoro Cordel, mas eles ainda não mexem comigo desta forma ... MÁGICA !! Quem faz esse tipo de crítica não deve conhecer direito a idéia do Teatro Mágico. E ponto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Monólogo ?

Como pode, não consigo escrever... As idéias ficam perambulando pela minha mente, e quando desejo manifestá-las, elas fogem como se não fossem minhas de verdade - sendo. Como se tudo que eu sinto não devesse ser externado, apenas sentido. Óh sentimento egoísta este.
Versos seriam capazes, neste momento, de materializar minha alma. Mas talvez não haja palavras certas pra descrever essa loucura que toma conta de mim. Ou seria o medo?
- Mas medo de quê? Onde já se viu ter medo do que se sente?
- Eu tenho.

Queria deixar acontecer o proibido – gritar - mas acabo guardando pra mim. Espero que isso não dure por toda eternidade. Algo tão simples tem se tornado tão confuso, as emoções entram em conflito com a razão, num misto de loucura e sanidade. Não consigo, às vezes, sequer me reconhecer.

- Até quando?
- Calma, vai passar...


[ESPERANÇA]

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pra Ele

- "Espero que você seja feliz, que fique ao lado dela para sempre ... Pois, do contrário, se vier me procurar, talvez não me encontre mais ..."

[Não. Não é nenhum poema de amor.]

[Ok, Pai?]

terça-feira, 8 de abril de 2008

Conexão Pernambuco - Bahia


A música pernambucana me encanta. Quanto mais vou conhecendo, mais apaixonada fico (aliás, todo namoro deveria ser assim).

Hoje escolhi falar da Banda Eddie, pois neste sábado (12) serei presenteada com um show deles e - melhor ainda - será a comemoração de um ano do Las Coritas. E nada poderia ser diferente ...

Partindo desse pressuposto, essa banda mistura rock com carnaval, dub com alegria, samba com frevo, reggae com as ladeiras de Olinda. E foi através desse resultado que começava uma idéia, que tornou-se um plano e finalmente, sonho realizado. Seriam eles os padrinhos de tudo ?!

Que venham mais, e mais carnavais ...

[E a gente se percebia pela primeira vez]

domingo, 6 de abril de 2008

Começo...


Diante da rotina, da falta do que fazer, e também da necessidade de escrever ... decidi começar um blog.

Aqui quero falar um pouco de cinema, música, notícias, enfim começar a exercitar meu lado de comunicóloga !

Hoje achei essa imagem linda, em um site de notícias, e optei por usá-la para "abrir" meu espaço de palavras soltas ...





"E Depois do Começo O que Vier Vai Começar a Ser O Fim ..."