terça-feira, 23 de dezembro de 2008
ficadica!
Cospe giz no olho quando conhece as pessoas. Faz desenhos em casacos. É parceiro em derrubar caixas de som encima do dj. Leva cachorros com um olho bonito pra casa dos outros. Aceita Visa e acende velas. Troca camisetas e esquece coisas. Tem um piercing chato. Enrola pra tomar banho, mas vive escovando os dentes. Não lava os cabelos. Sempre tem razão, até quando faz caminhos alternativos e atrasa todo mundo. Usa pantufas em casa. Dança rock 'n' roll, babe. Corre atrás de ladrão que rouba máquinas digitais, e acredita que ele tem uma faca. Conhece esconderijos legais. Provoca atrasos e sangue no nariz. Adora ser expulso das festas. Diz gostar de 'Closer'. Essencial nas histórias contadas a Zion, Dylan e Zoé.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
.silêncio.
"(...) dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende ?"
[Caio Fernando Abreu]
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É tanta coisa que eu desejo gritar, externar; sentimentos que são necessários demonstrar, mas não consigo. Do mais simples ao mais confuso. Eu sou confusa. Quanto mais eu amo, menos deixo transparecer, e algumas pessoas não conseguem compreender esse meu jeito.
Sério, eu gosto de ti. E isso me valeu o ano. O fato de não ser perceptível tudo que sinto deve-se ao medo que tenho do 'não'; eu sou intensa, sou totalmente emotiva, adora me apaixonar, construir ilusões, sonhar ... ah, me deixem um pouco. Curto amores platônicos. As vezes prefiro isso a não ser compreendida, a ver que minhas palavras - quando ditas - não são bem interpretadas. Por isso calo. Por medo. E não quero ter medo. Não devemos ter medo do amor. Logo eu que falo tudo na cara, com medo de dizer algo tão belo e puro. É que como disse o Caio, são essas coisas, coisas tão dificeis de serem ditas ... por isso - repito - eu calo.
[Caio Fernando Abreu]
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É tanta coisa que eu desejo gritar, externar; sentimentos que são necessários demonstrar, mas não consigo. Do mais simples ao mais confuso. Eu sou confusa. Quanto mais eu amo, menos deixo transparecer, e algumas pessoas não conseguem compreender esse meu jeito.
Sério, eu gosto de ti. E isso me valeu o ano. O fato de não ser perceptível tudo que sinto deve-se ao medo que tenho do 'não'; eu sou intensa, sou totalmente emotiva, adora me apaixonar, construir ilusões, sonhar ... ah, me deixem um pouco. Curto amores platônicos. As vezes prefiro isso a não ser compreendida, a ver que minhas palavras - quando ditas - não são bem interpretadas. Por isso calo. Por medo. E não quero ter medo. Não devemos ter medo do amor. Logo eu que falo tudo na cara, com medo de dizer algo tão belo e puro. É que como disse o Caio, são essas coisas, coisas tão dificeis de serem ditas ... por isso - repito - eu calo.
sábado, 13 de dezembro de 2008

"Quanto é que pesa a vida? Dizem que todos nós perdemos 21 gramas no exato momento da nossa morte ... todo mundo. O peso de algumas moedas. O peso de uma barra de chocolate. O peso de um beija-flor ... Quanto o amor pesa? Quanto pesa a vingança? Quanto é que pesa a culpa?"
[21 gramas - Alejandro Gonzalez Iñarritu]
Tem algum tempo que vi esse filme pela primeira vez, mas hoje decidi falar sobre ele por ter participado de um momento onde parei pra pensar 'quanto pesa a vida', ou melhor 'quanto vale a vida'. Estamos aqui nos divertindo, vivendo, rindo, bebendo, e em alguns segundos tudo pode mudar. Lidar com a possível morte é louco. A nossa vida é ISSO AQUI AGORA. É esse segundo que estou na frente do computador escrevendo. Daqui a pouco pode nem acontecer, e amanhã é MUITO tarde. Faça, viva, aja duas vezes antes de pensar (já dizia Chico!). Hoje eu GRITO "te amo" para todos que lerem esse post.
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21 gramas é um filme incrível, esse drama um tanto quanto pesado tem um ótimo elenco, e mostra de forma crua a morte. Bem típico do Iñarritu embaralhar o filme, e ir desvendando aos poucos os personagens e suas relações. A princípio são três famílias que acabam se cruzando de forma trágica. Um cardíaco - à espera de um transplante de coração - vive com a sua mulher, que deseja engravidar dele por inseminação artificial. Uma dona de casa, usuária de drogas, que tem um marido e duas filhas. Um ex-alcóolatra, e ex-presidiário, que atualmente é obcecado pela Igreja, cuida da sua esposa e de um casal de filhos. Um acidente de carro muda o destino dessas três famílias. Mortalidade, fé, solidão, medo, imediatismo. De um modo denso e emocional o filme te faz refletir.
Seria a vida frágil ? Seremos nós fortes pra lidar com a morte ? Conseguimos perdoar as pessoas ?
Somos um paradoxo e estamos a mercê de algo que não podemos prever.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
.papos alcoolizados de Msn.
"não pensa que eu to 100% bem.
eu só tento não pensar
e mando tudo se fuder, se eu achar que vou ficar triste.
eu não sou forte. nem um pouco. acho que só sei mascarar.
tanto que chego a me enganar..."
eu só tento não pensar
e mando tudo se fuder, se eu achar que vou ficar triste.
eu não sou forte. nem um pouco. acho que só sei mascarar.
tanto que chego a me enganar..."
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